EXPOSIÇÃO: “Fénix” marca a reabertura da Galeria Brandão

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Graça Brandão

“Fénix” é a exposição que marca a reabertura da Galeria Graça Brandão, no Bairro Alto, a 21 de Maio, a partir das 18 horas. Após dois anos de interregno, o galerista José Mário Brandão regressa com um “mergulho” no passado para redescobrir obras de arte que venceram o tempo e desafiam a actualidade.

Até 31 de Julho, a exposição reúne cerca de trinta artistas: Albano Afonso, Albano Silva Pereira, Albuquerque Mendes, Ana Isabel Rodrigues, Carla Filipe, Carlos Schwartz, Claudia Baker, Efrain Almeida, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, Joaquim Rodrigo, José Almeida Pereira, Lygia Pape, Mauro Cerqueira, Miguel Soares, Nuno Ramalho, Pedro Tudela, Rui Chafes, Vítor Arruda e Z. L. Darocha são alguns dos nomes que, ao longo de três meses, integram uma exposição que conta com uma dinâmica de actualização semanal.

A exposição remete ainda para uma parede de memórias que convida a uma viagem pelo tempo, desde 1969 até aos dias de hoje, entre objectos e obras de arte que contam histórias que marcaram a vida de José Mário Brandão, galerista de referência há várias décadas.

“Um dia disseram que eu era um galerista daqueles que está em vias de extinção. Se continuo activo é porque ainda acredito na Arte, nos Artista e no Futuro. Com esta exposição tentarei olhar para trás, para melhor aceitar o que aí vem. Numa das salas reúno trabalhos que funcionam como “memórias” pessoais do passado, desde 1969 até hoje. Na outra sala, falarão livremente os artistas. Tem sido sempre essa a minha função e, a cada ano, renova-se esta vontade de fazer mais”, destaca José Mário Brandão.

José Mário Brandão nasceu em Oliveira de Azeméis a 4 de Julho de 1946. Galerista, actualmente é diretor da Galeria Graça Brandão, em Lisboa.

Viveu no Porto desde 1964, onde trabalhou no Instituto Francês do Porto. Esteve vários anos ligado ao TEP – Teatro Experimental do Porto, onde foi actor, tradutor e secretário da Companhia.   A convite do escultor José Rodrigues dirigiu, entre 1980 e 1986 a Galeria de Arte da Cooperativa Árvore do Porto. Em 1986 fez parte da direcção da Galeria Nasoni e da Galeria Atlântica. Surgiu então a Galeria Canvas e, mais tarde, e Galeria Graça Brandão. Em 2006 fixa-se definitivamente em Lisboa.