VILA REAL: Governo continua a destratar os territórios do interior

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Aeródromo

Foi ontem comunicado, pela empresa concessionária do serviço de ligação aérea entre Bragança, Vila Real, Viseu, Portimão e Cascais, que esta será interrompida a partir de segunda-feira, devido a uma dívida acumulada de 3,8 milhões de euros por parte do Estado Português.

Mais uma vez, os territórios servidos por esta ligação aérea são votados ao esquecimento por parte do Estado Central, que continua a tratar esta parte do país e os seus habitantes como cidadãs e cidadãos de segunda categoria.

Não ignoramos que o anterior governo se atrasou no lançamento do necessário concurso público internacional, já que a concessão anterior terminou no dia 28 de fevereiro, mas não ignoramos também que, quer o anterior governo, quer o atual, assinaram ajustes diretos com a empresa concessionária, destinados a manter o serviço em funcionamento.

É vergonhoso para Portugal e para os Portugueses que o seu governo acumule uma dívida desta natureza que, sendo de um valor irrisório para o Estado, é muitíssimo significativa para a empresa que não a consegue cobrar. Mais vergonhoso se torna quando a consequência da falta de pagamento por parte do governo recai essencialmente sobre uma parte do país que é constantemente votada ao esquecimento.

A ligação aérea entre Bragança, Vila Real, Viseu, Portimão e Cascais é fundamental para a competitividade e para a mobilidade do interior de Portugal, não representando um favor do Estado, mas antes o pagamento de uma dívida às populações do interior, que constatam que o grosso dos investimentos do estado continuam a verificar-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

O Município de Vila Real condena fortemente a dívida acumulada pelo governo português e exige que a mesma seja saldada imediatamente. Apelamos ainda a que o governo dialogue urgentemente com a empresa concessionária, assegurando que não exista interrupção do serviço aéreo.